domingo, 18 de abril de 2010

A Chuva


Olhando pela janela a chuva cai docemente,
Seu bater suave no vidro me encanta,
Percorro o cair das gotas de água pelo vidro,
Movimentos imprevistos, movimentos originais,

Faz-me pensar como deve estar frio lá fora,
Dou mais uma volta no calor da cama.

Continuas a dormir, com um rosto descansado,
Certamente andarás a navegar no mundo dos sonhos,
Sonhos calmos e misteriosos como tu.

Por momentos perco-me a olhar para ti.

Faço pequenas carícias na tua testa, afasto a tua franja que não me deixa ver esses belos olhos que descansam,
Esses olhos escuros que guardam segredos que desconheço, mas anseio os ouvir através dos teus finos lábios que tanto gosto de beijar.

Faço pequenos movimentos nos teus cabelos, sentido a sua delicadeza e o seu aroma.
Não resisto e beijo-te suavemente no teu rosto,
Teus olhos acordam e observam-me demoradamente pensando naquilo que teus lábios dirão...
"Bom dia" dizes tu suavemente com um rosto de quem vai continuar a domir.
E o silêncio volta a surgir, sendo quebrado somente pelo barulho da chuva que cai lá fora...
E eu... continuo ali...olhando para ti...esperando que acordes...para ver novamente o brilhar do teu olhar.

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